Brasílias fora do Plano - Uma representação sensível de uma cidade em construção.
A instalação foi realizada em julho de 2015 como Trabalho de Conclusão de Curso no curso de Comunicação na Universidade de Brasília. O objetivo era provocar uma discussão sobre a cidade de Brasília, suas delimitações, vontades, signos e humores. Ouvir o que a cidade tem a dizer sobre ela mesma.
Na década de 1980 o governo autorizou um plano de expansão para o Plano Piloto, chamado Brasília Revisitada, de autoria do próprio Lúcio Costa. 
Esse documento, menos conhecido que o plano original, traz a visão do urbanista sobre possíveis novos caminhos para a cidade, ele sugere a criação de novas áreas entre o centro urbano original e as cidades satélites na tentativa de diminuir essa distância, a sugestão inclui: Asa Nova Sul (Buritis), Asa Nova Norte (Taquari) , Oeste Sul (Sudoeste) e Oeste Norte (Noroeste). Pra mim esse documento entre outras coisas soa como Lucio Costa dizendo: "Gente, olhai, tem coisa que não deu certo. A gente vai mudando, vida que segue." Acho que Brasília tem que ser revisitada todos os dias, não só por Lucio Costa, mas por todos nós. A discussão sobre a cidade já é um primeiro passo.
A curadoria considerou sentimentos de cantores e escritores sobre a capital, tal como 106 verbalizações de pessoas comuns recolhidas durante o primeiro semestre de 2015.
Como suporte foi contruída uma instalação onde cada visitante constrói sua ordem de leitura e revisita a cidade. Depois de editadas, 35 das verballizações foram escritas sobre a parede da galeria, com uma caneta Posca (marcador de tinta pigmentada à base de água), que também delineou uma moldura ao redor de cada frase, explorando um potencial além do verbal e comparando aquelas citações à obras de arte. 

Finalizando a montagem, foi colocado um prego em cada moldura desenhada para alimentar a ilusão de realidade. Entre esses pregos, ideias diretamente convergentes, ou diretamente opostas, são ligadas por uma linha preta. É o começo de uma costura que só pode ser finalizada por quem entra na instalação e impõe nela sua própria interpretação, costurando e descosturando a cidade.
O projeto foi criado em conjunto, os sentimentos recolhidos que influenciaram direta ou indiretamente a instalação são de: Dario Joffily, Zineu Simionato, Marylia Silva de Santana, Angelica Madureira, Nathália Sousa, Fernanda Hecktheuer, Pamella Moraes, Fabio Escobar, Daniel Gizo, Cesar Domingos, Nazareth Pinheiro, Ana Laura Loyola, Gabriel Lopes, Daniela Georg, Karla Alvarez, Janu Schwab, Murilo Augusto, Mariana Pedroza, Walter Cunha, Tatiana Matsunaga, Ariel Lins, Hérika Tavares, Lucas Oliveira, Luisa Melo, Laura Tizzo, Felipe Coutinho, Diana Yukari, Otavio Andrade, Ana Maria Sousa, Tico Tavares, Ezio de Castro, Vicente Ramos, Felipe Chaves, Natan Andrade, João Apolinário Passos, Guilherme Baufaker, João, Pedro Costa, Pedro Tarcízio, Gustavo Farias, Ricardo Masstalerz, Caio Dutra, Roberta Cavalcante, Gilberto Martins, Carla Ribeiro, João Rios, Gabriela Meira, Fernanda Beirão, Matheus Vinhal. João Silva Moraes, Yasmin Hikari Aoyama, Geovana Carla Palmeira, Gabriel Cunha, Maria Elisa Medeiros, Flávia Sá, Giullia Chaves, Luis Filipe Rodrigues, Claudia Valente, Renata Madureira, Thaís Palmeria de Oliveira, Raquel Câmara, Adriana, Lilian Beatriz Pereira, Cida Barros, Nicolas Behr, Lucio Costa, Antônio Carlos Carpintero, Aloizio e Clarice Lispector.

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